Cenário: Cinco amigos em uma festa, 4 deles querem ficar um pouco mais e o outro (dono do carro) quer ir embora. Prevaleceu a vontade do dono do carro, que depois fez o seguinte comentário: "Eu sei que vocês queriam ficar na festa, mas eu tenho que amar a mim mesmo em primeiro lugar".
Não quero polemizar e nem julgar a atitude de ninguém, mas será que o "Ame o próximo como a ti mesmo" de Jesus (Mt 22:39) realmente significa que devemos nos amar antes de amar o próximo? Ouço sempre esse tipo de argumentação: Se você não se amar primeiro não vai conseguir amar o próximo, tem que se amar em primeiro lugar, primeiro você depois os outros etc etc...
"Ame o próximo como a ti mesmo" não é a mesma coisa que "Ame o próximo depois de ti mesmo", como muitas vezes interpretamos para tentar justificar nossas atitudes egoístas.
Amar o próximo antes de nós mesmos é o que entendo ser a mais perfeita e genuína negação do EU. Olhar a vontade do outro antes da nossa é difícil demais, possível mesmo somente se Jesus estiver vivendo em nós. Amar o próximo antes de si mesmo não foi exatamente o que Ele fez naquela cruz?
Reflexões Cristãs
crer é também pensar...
sexta-feira, 11 de março de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
O que significa uma pessoa dar frutos?
Tenho refletido muito sobre isto e gostaria de saber a opinião de vocês sobre o que entendem por uma pessoa dar ou não frutos.
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto, limpa, para que produza mais fruto ainda” (João 15.1,2).
domingo, 30 de janeiro de 2011
Machos de Verdade
Dias atrás ouvi uma amiga intimando um amigo a provar que ele era "macho de verdade". Acho que ela estava brincando, mas imagino que vários cristãos homens são desafiados com esse tipo de prova. Aí fiquei pensando o que significa ser homem de verdade.
Pra mim, ser homem de verdade é antes de tudo saber honrar os compromissos, é ter caráter, honra, integridade, nobreza de alma, honestidade e transparência (e isto é impossível de provar em uma única atitude quando somos desafiados. É preciso tempo e convivência para você ver essas qualidades em uma pessoa).Não se prova que é homem de verdade simplesmente "ficando" com uma mulher. Não se prova que é homem de verdade conquistando várias mulheres e sendo o garanhão da turma.
É preciso ser homem de verdade para ter certeza do que se quer e esperar para conquistar o coração daquela que Deus pensou e separou para você. É preciso ser homem de verdade para estar solteiro pelo tempo que for necessário. É preciso ser homem de verdade para ser fiel às suas convicções.
Outra coisa, ser homem de verdade é também não despertar o coração de uma mulher se não estiver realmente interessado nela ou for capaz de atender às suas expectativas de fazê-la uma mulher mais feliz.
"E não tomem a forma deste mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2)
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Liderança
Tenho ouvido recentemente algumas frases do tipo: "Vou me encontrar com os meus liderados", "Alô, quem fala aqui é o João, seu líder", "Gosto de ser líder porque as pessoas têm que acatar as minhas decisões", "Estou sem tempo porque os meus liderados consomem muito de mim", "Fulano? Ah sim sei quem é, já fui líder dele!", e por aí vai... Quando leio Mateus 15:14-15, percebo um modelo completamente diferente de liderança. Um senhor dá somente ordens aos seus escravos, mas Jesus, como o senhor amoroso, realmente partilhava seu coração com seus amigos explicando seus planos e propósitos e dando a seus seguidores discernimento de seu pensamento. "Já não os chamo servos, mas amigos".Fica aí a dica para todos aqueles que estão em posição de liderança.
"A diferença entre um chefe e um líder: um chefe diz, 'Vá!' - um líder diz, 'Vamos!'" (E. M. Kelly)
"Um exército de ovelhas liderado por um leão derrotaria um exército de leões liderado por uma ovelha." (Provérbio Árabe)
"Liderança é fazer o que é certo quando ninguém está olhando." (George Van Valkenburg)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Tomou doril a dor sumiu?
Pessoal, bom dia!
Achei muito bacana esse pedaço de um texto que eu estava lendo e resolvi compartilhar.
A vida imediatista que levamos é inimiga da paciência que Deus nos ensina e nos exige! E nós acabamos por ficar ansiosos com muitas coisas que não devemos nos preocupar tanto.
Espero que a mensagem seja de grande valia para vocês também!
Abs, que Deus abençoe!
Obs. Tenho viajado quase todo fim de semana. Muita saudade de vocês.
“Mas restauração de fragilidades emocionais e falhas de caráter decorrentes de traumas vividos no passado distante ou recente, perdas afetivas não resolvidas, envolvimento em relacionamentos disfuncionais não têm como serem resolvidas instantaneamente. Leva tempo consertar uma vida toda de danos; não existem soluções imediatas, do tipo “tomou doril e a dor sumiu”. Mudar leva tempo. Exige paciência. Restauração é um processo.
Quando paramos de esperar alívio instantâneo, podemos passar a encarar a nossa restauração como um processo, feito de muitos “um dia de cada vez”. É um processo educativo, durante o qual teremos que desaprender maus hábitos e aprender novas atitudes, comportamentos sadios, a manter relacionamentos íntegros e saudáveis e, principalmente, aprender a esperar em Deus, o que certamente nos traz grandes recompensas. Isso nos permite permanecer calmos e confiantes, mesmo quando parece que não estamos alcançando nenhum progresso em nossa restauração. Ele nos dá forças para que não desanimemos e desistamos. Ao desenvolvermos fé paciente em Deus, aguentaremos firmes até final da corrida, sem jogar a toalha.”
O Senhor é bom para todos os que confiam nele. O melhor é ter esperança e aguardar em silêncio a ajuda do Senhor. (Lamentações 3:25,26)
Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais Ele fará. (Salmos 37:4)
Link do post completo:
sábado, 6 de novembro de 2010
Que caminho seguir?
Prezado,
Quero lhe agradecer por sua grande e amável confiança. (...) Você me pergunta se os seus versos são bons. Pergunta isso a mim e já perguntou a mesma coisa a outras pessoas antes. Faz comparações entre os seus versos e outros poemas. Agora (como me deu licença de aconselhá-lo) lhe peço para desistir de tudo isso. Você está olhando para fora, e isso é sobretudo o que não deve fazer agora. Ninguém pode aconselhá-lo e ajudá-lo, ninguém. Há apenas um meio. Volte-se para si mesmo. Investigue o motivo que o impele a escrever, comprove se ele estende as raízes até o ponto mais profundo do seu coração, confesse a si mesmo se você morreria caso fosse proibido de escrever. Sobretudo isto: Pergunte a si mesmo na hora mais silenciosa da sua madrugada: Preciso escrever? Desenterre de si mesmo uma resposta profunda. E, se ela for afirmativa, se você for capaz de enfrentar essa pergunta grave com um forte e simples “Preciso”, então construa sua vida de acordo com tal necessidade; sua vida tem de se tornar, até na hora mais indiferente e irrelevante, um sinal e um testemunho desse impulso. (...)
E se, desse ato de se voltar para dentro de si, desse aprofundamento em seu próprio mundo, resultarem versos, você não pensará em perguntar a alguém se são bons versos, pois verá neles seu querido patrimônio natural, um pedaço e uma voz de sua vida. (...)
Por isso, eu não saberia dar nenhum conselho senão este: voltar-se para si mesmo e sondar as profundezas de onde vem a sua vida; nessa fonte você encontrará a resposta para a questão de saber se precisa criar. Aceite-a como ela for, sem interpretá-la. Talvez ela revele que você é chamado a ser um artista. Nesse caso, aceite sua sorte e a suporte, com seu peso e sua grandeza, sem perguntar nunca pela recompensa que poderá vir de fora. (...) Mas talvez, depois deste mergulho em si mesmo e em sua solidão, você tenha de renunciar a ser um poeta (basta, como foi dito, sentir que seria possível viver sem escrever). Mesmo assim não terá sido em vão o exame de consciência que lhe peço. Seja como for, sua vida encontrará a partir desse exame caminhos próprios, e que eles sejam bons, ricos e vastos, é o que lhe desejo mais do que posso manifestar.(...)
Por fim, gostaria apenas de aconselhá-lo a passar com serenidade e seriedade pelo período de seu desenvolvimento. Não há meio pior de atrapalhar esse desenvolvimento do que olhar para fora e esperar que venha de fora uma resposta para questões que apenas seu sentimento íntimo talvez possa responder, na hora mais tranqüila. (...)
E lhe agradeço mais uma vez pela cordialidade de sua confiança, de que procurei me tornar um pouco mais digno do que realmente sou, por meio desta resposta sincera, feita da melhor maneira que pude.
Com toda devoção e toda simpatia,
Rainer M. Rilke
sábado, 23 de outubro de 2010
Perde-se ou não a salvação?
Quinta-feira, depois da reunião do Bola de Neve, participei (mais como ouvinte) de uma discussão quente sobre se perdemos ou não a salvação. Fiquei mais inclinado a crer na primeira opção: uma vez salvo não significa salvo para sempre, pois onde estaria a consciência da perseverança? E o que dizer de textos como Hebreus 6:4 (valeu Gusta!), Hebreus 3:14 e 2Pedro 2:20-22?
Um argumento que ouço a favor da opção de que não perdemos a salvação é o seguinte: se somos salvos pela graça não é o que fazemos ou deixamos de fazer que fará perdermos a salvação. Mas somos salvos pela graça para as boas obras (Efésios 2:8-10)... Aí vem aquela questão: ser verdadeiramente salvo. Isto cabe a cada um responder no mais íntimo do seu coração.
Um argumento que ouço a favor da opção de que não perdemos a salvação é o seguinte: se somos salvos pela graça não é o que fazemos ou deixamos de fazer que fará perdermos a salvação. Mas somos salvos pela graça para as boas obras (Efésios 2:8-10)... Aí vem aquela questão: ser verdadeiramente salvo. Isto cabe a cada um responder no mais íntimo do seu coração.
Mas a pergunta que me vem à cabeça é a seguinte: Qual o impacto disso tudo no meu relacionamento com Deus? Saber que existe a possibilidade de perder a salvação muda o que no meu relacionamento com o Eterno? Ou não muda nada? E se não se perde a salvação? Em que isto muda esse relacionamento? Acho que esta é a pergunta mais honesta que posso fazer a mim mesmo no momento.
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